A promotora Vidór anunciou que vai investir cerca de 100 milhões de euros numa nova residência de estudantes com 2.200 camas junto ao polo universitário da Asprela, no Porto.
Posicionando-se no segmento premium do alojamento estudantil, a residência terá piscina, ginásio, espaços exteriores, lavandarias e zonas de estudo. Pretende atrair quem procura não apenas um quarto, mas “um espaço que combine localização estratégica, serviços de valor acrescentado e um padrão de qualidade equiparável ao de empreendimentos residenciais de gama alta”.
Com esta dimensão, será a maior residência universitária do país, e responde ao grande défice de alojamento que o país regista, não sendo o Porto exceção. Segundo o “Portugal PBSA Report 2026”, da Cushman & Wakefield, só 10% dos estudantes do Porto têm acesso a alojamento adequado.
Bruno Duarte, CEO do grupo Vidór, afirma que “a escassez de oferta especializada continua a empurrar, todos os anos, dezenas de milhares de estudantes para soluções de recurso, como arrendamentos sem contrato ou apartamentos partilhados e sobrelotados, expondo-os a situações indignas e aumentando a pressão sobre o mercado de arrendamento nas zonas universitárias. Várias vozes têm vindo a dar o alerta, mas a nova oferta continua muito aquém do necessário. Desenvolver a maior residência de estudantes de Portugal não resolverá o problema, mas é um passo importante no caminho certo”, cita o Negócios.
Pipeline de 2.000 milhões de euros
Numa publicação recente da Forbes, Bruno Duarte avançou que o grupo Vidór tinha em carteira cerca de 50 projetos avaliados em torno de 2.000 milhões de euros. Todos serão desenvolvidos em terrenos próprios e somam mais de meio milhão de metros quadrados de habitação, hotelaria, residências de estudantes e residências sénior.