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Mais de metade dos novos fogos em licenciamento ficam no Norte e Centro



                      Mais de metade dos novos fogos em licenciamento ficam no Norte e Centro
Prédios em construção (@marek minor na Unsplash)

De acordo com os dados divulgados pela Ci, no âmbito do Pipeline Imobiliário, nos primeiros nove meses do ano foram submetidos a licenciamento 61.334 novos fogos em Portugal Continental, distribuídos por 17.943 projetos.

Este pipeline corresponde a uma média de 6.815 fogos por mês, 12% acima da média mensal registada em 2025 (6.098 fogos), superando, em apenas nove meses, o volume total anual registado em qualquer dos anos entre 2017 e 2023. Apurado a partir dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE – Agência para a Energia, importa contudo notar que o Pipeline Imobiliário da Ci reflete apenas pedidos de licenciamento, e não licenças emitidas nem obras iniciadas.

Em termos geográficos, o Norte lidera na nova oferta planeada, com 17.444 fogos e uma quota de 28% do total nacional, seguido do Centro, com 14.424 fogos (24%). Juntas, estas duas regiões concentram mais de metade (52%) dos novos fogos submetidos a licenciamento entre janeiro e setembro, superando o peso conjunto das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto (41%). Desta forma, as Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa surgem a seguir, com 12.924 (21%) e 12.127 fogos(20%), respetivamente.

No Norte, o dinamismo da promoção assenta em cidades como Vila Nova de Famalicão (1.547 fogos), Braga (1.492) e Guimarães (1.291), a que se juntam Barcelos e Trofa, na casa dos 900 fogos, e Paços de Ferreira, Penafiel e Viana do Castelo, com pipelines da ordem dos 700 fogos cada. No Centro, o destaque vai para Coimbra (1.199 fogos), Viseu e Leiria (cerca de 1.000 cada), Aveiro (788) e Torres Vedras (652).

Contudo, é nas áreas metropolitanas que se concentram as carteiras individuais mais volumas. O Porto lidera a nível nacional, com 4.174 fogos em licenciamento em nove meses, mais do dobro de Lisboa (1.790 fogos), e seguido de Vila Nova de Gaia (3.325). Gondomar (1.487), Maia e Matosinhos (ambos com cerca de 1.000 fogos cada) são outros concelhos de destaque na Área Metropolitana do Porto. Mais abaixo, na região da Capital, depois de Lisboa, destacam-se Loures (1.550 fogos) e Sintra (1.094). Ultrapassam ainda os 500 fogos, na Área Metropolitana de Lisboa, Seixal, Setúbal, Oeiras, Cascais, Montijo, Almada, Mafra, Palmela e Amadora; e, na região do Porto, Vila do Conde e Valongo.

A análise da Ci realça que os projetos de grande dimensão têm um peso relevante na dinâmica de 2026. Desde o início do ano, foram submetidos a licenciamento 48 edifícios com mais de 100 apartamentos, que representam apenas 0,3% dos projetos, mas 12% dos fogos (7.352 apartamentos). O conjunto inclui seis edifícios com mais de 200 fogos (dois deles com 351 e 331 unidades) localizados em Vila Nova de Gaia, Trofa, Porto (2), Loures e Montijo. Há ainda 40 edifícios com 70 a 100 apartamentos (3.302 fogos) e 69 com 50 a 70 apartamentos (4.026 fogos).

 

Foto de Marek Minor na Unsplash

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