Câmara Municipal de Lisboa

Novo loteamento na Penha de França-Beato em discussão pública



                      Novo loteamento na Penha de França-Beato em discussão pública
Foto: CML

Abriu esta semana o período de discussão pública da nova operação de loteamento que a Câmara Municipal de Lisboa está a promover na envolvente da Avenida Marechal Francisco da Costa Gomes e a rua António Gonçalves, na zona das Olaias (freguesias da Penha de França e Beato.

Da responsabilidade do Grupo de Trabalho do Programa de Renda Acessível da Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana, esta operação de iniciativa municipal será feita em terrenos municipais, abrangidos pela operação de loteamento aprovada na vigência do Plano de Urbanização do Vale de Chelas, entretanto revogado. Mais de 52.000 m² estão classificados como “Espaço central e habitacional a consolidar” e mais de 8.300 m² como “Corredor verde oriental”.

Este loteamento abrange uma área de terreno de 60.481 m², onde serão construídos 5 lotes para edificação, com uma área total de 17.779 m² e superfície de pavimento total de 61.430 m², dos quais 40.848 m² para habitação, num total de 417 fogos, 9.140 m² para comércio, 6.319 m² para serviços e 5.122 m² para equipamentos.

No aviso, pode ler-se que “a área a integrar no domínio municipal será de 42.701 m², dos quais 23.529 m² correspondentes a infraestruturas viárias e a estacionamento público de superfície (269 lugares), parte das quais existentes, e 19.171 m² para espaços verdes e de utilização coletiva, complementadas por áreas privadas sujeitas a servidões de passagem pública/ ónus de utilização coletiva (6.961 m²)”.

Adicionalmente, está previsto um atravessamento entre encostas, através de um passadiço aéreo pedonal e ciclável que vai unir a Picheleira, o Alto de São João e Lavrado, “consubstanciando um amplo espaço público referencial e unificador, com vários pontos de contacto com os edifícios e respetivos usos de comércio e serviços, de forma a ser vivido em permanência”.

São prioridades deste projeto “a eficaz articulação do novo tecido urbano com o da envolvente; a promoção de mobilidade suave (que fará a ligação de pontos estratégicos do território bem como de novos espaços públicos de recreio e lazer); a proposta de comércio de proximidade, criando valor e transformando o território, descaracterizado e desconexo, numa nova centralidade. Pretende-se não apenas densificar o território, mas torná-lo cidade, de forma integrada e articulada”, pode também ler-se na memória descritiva.

Os projetos de obras de urbanização deste loteamento “serão desenvolvidos posteriormente no âmbito da operação do Programa de Renda Acessível”.

Os interessados podem consultar o processo e apresentar as suas reclamações, observações e sugestões nos termos definidos no respetivo aviso de abertura, até 28 de maio.

PUB
PUB