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M-ODU entra numa nova fase com a conclusão da cobertura



                      M-ODU entra numa nova fase com a conclusão da cobertura
Fotografia: Emerge

A Emerge: Mota-Engil Real Estate Developers anunciou a conclusão da cobertura do M-ODU, um projeto de regeneração urbana na zona oriental do Porto. Executada pela Mota-Engil Engenharia e Construção (MEEC), esta etapa marca a conclusão dos principais trabalhos estruturais do empreendimento.

A cobertura, com cerca de 10.000 m², constitui o principal elemento agregador do conjunto urbano, estabelecendo a ligação entre os diferentes edifícios e dando origem à futura praça central do M-ODU, um espaço público concebido para acolher diariamente colaboradores, visitantes, residentes e iniciativas culturais.

Com capacidade para acolher mais de 2.300 pessoas, o projeto estende-se por cerca de 26.000 m², integrando novos edifícios, a reabilitação das estruturas existentes, uma passagem pedonal elevada e a grande cobertura central. O programa contempla 11 edifícios de escritórios, dois espaços destinados a galerias de arte e museus e dois edifícios dedicados à restauração. Desta forma, mais de 8.000 m² vão ser dedicados a atividades culturais e cerca de 12.000 m² a escritórios, serviços e restauração. A sua conclusão global, está prevista para o final de 2026.

O M-ODU é concebido pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, em colaboração com o atelier português OODA e com engenharia da A400. A sua estrutura é inspirada no conceito japonês Komorebi, “a luz que atravessa as copas das árvores e cria padrões de sombra em constante transformação”, de acordo com o comunicado divulgado, tendo como principal objetivo reforçar a relação entre arquitetura, património e natureza.

Desta forma, pretende-se que o M-ODU seja visto enquanto espaço aberto à cidade, pensado para integrar cultura, trabalho, comércio, restauração e lazer num mesmo ecossistema urbano.

De acordo com Sílvia Mota, CEO da Emerge: Mota-Engil Real Estate Developers, "O M-ODU nasce de uma convicção simples: as cidades constroem-se em continuidade. Regenerar não é substituir, mas reinterpretar os lugares, preservando a sua memória e criando novas possibilidades para o futuro. Com este projeto quisemos devolver à cidade um espaço capaz de voltar a gerar vida, cultura e sentido de comunidade, respeitando a identidade do antigo Matadouro Industrial do Porto e criando novas centralidades para a zona oriental da cidade. A conclusão da cobertura representa mais um passo na concretização dessa visão e aproxima-nos de um projeto pensado para ligar pessoas, organizações e territórios através de um espaço verdadeiramente aberto à cidade".

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