De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), no 1.º trimestre de 2026 foram licenciados 6,5 mil edifícios em Portugal, o que representa uma diminuição homóloga de 10,9%.
Desse total, 75,8% destinaram-se a construções novas, das quais 82,2% tinham como finalidade a habitação familiar. Foram também licenciados 331 edifícios para demolição, representando 5,1% do total.
Em termos regionais, apenas a Região Autónoma da Madeira (+12,7%) e o Alentejo (+5,0%) registaram aumentos homólogos do número de edifícios licenciados. Nas restantes regiões verificaram-se diminuições, mais expressivas na Grande Lisboa (-22,3%), no Algarve (-19,1%) e na Região Autónoma dos Açores (-15,5%).
Licenciamento na construção nova recua 9,9%
Quanto à construção nova, o licenciamento de edifícios recuou 9,9%, verificando-se aumentos apenas no Alentejo (+7,9%) e na Região Autónoma da Madeira (+5,7%). Na Grande Lisboa (-18,3%) e no Algarve (-18,0%) observaram-se os maiores decréscimos.
Verificou-se também uma diminuição nas obras de reabilitação de 13,2%
Registou-se igualmente uma diminuição de 13,2% nas obras de reabilitação, atenuando o decréscimo observado no trimestre anterior (-22,4%). Nesse período, estima-se a conclusão de 3,9 mil edifícios, o que representa um aumento homólogo de 1,5%, em contraste com a redução de 4,2% registada no trimestre precedente.
Número de fogos na habitação familiar diminui 3,1%, mas fogos concluídos aumentam
No que respeita à habitação familiar, o número de fogos licenciados em construções novas diminuiu 3,1%. Por sua vez, o número de fogos concluídos aumentou 3,7%, reforçando o crescimento já registado no trimestre anterior (3,6%).
A nível regional, a Península de Setúbal registou o aumento mais acentuado (+80,9%), seguida do Algarve (+19,2%), do Norte (+12,0%) e do Alentejo (+9,9%). Em sentido contrário, destacaram-se as reduções observadas na Grande Lisboa (-46,0%) e na Região Autónoma dos Açores (-19,0%).
Comparativamente com o semestre anterior, o número de edifícios licenciados aumentou 9,6%, enquanto o de edifícios concluídos diminuiu 3,7%.
Área total licenciada diminui 13,5%
A área total licenciada diminuiu 13,5% em termos homólogos, após o aumento de 3,3% registado no trimestre anterior. O Alentejo apresentou o maior crescimento (+68,3%), seguido da Península de Setúbal (+33,7%), da Região Autónoma da Madeira (+19,8%) e do Oeste e Vale do Tejo (+10,2%).
O Norte manteve-se como a principal região em termos de licenciamento, concentrando 38,4% dos edifícios licenciados, 39,0% das construções novas e 35,3% dos edifícios destinados a reabilitação.
Por sua vez, o Centro ocupou a segunda posição, com 19,8% dos edifícios licenciados, 19,6% das construções novas e 20,6% dos edifícios destinados a reabilitação.
O Oeste e Vale do Tejo ocupou a terceira posição no total de edifícios licenciados (10,7%) e nas construções novas (11,3%), enquanto a Grande Lisboa registou o terceiro maior peso nos edifícios destinados a reabilitação (10,5%).
Relativamente aos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, o Norte concentrou 47,2% do total nacional, seguindo-se o Centro (14,4%) e a Grande Lisboa (11,4%).
Municípios com diferenças significativas no número de fogos licenciados
A análise ao nível municipal revelou diferenças significativas na variação do número de fogos licenciados em obras de edificação. Os cinco municípios com maior aumento absoluto, considerando construções novas e obras de reabilitação, concentraram 19,6% do total nacional, acima dos 10,7% registados no trimestre homólogo.
Em conjunto, estes municípios registaram um acréscimo de 977 fogos licenciados (+73,5%). Em sentido contrário, os cinco municípios com maior redução absoluta contabilizaram menos 1.338 fogos licenciados face ao mesmo trimestre do ano anterior (-59,2%).
A evolução mensal dos edifícios licenciados no 1.º trimestre de 2026 foi diferenciada. Enquanto janeiro e fevereiro registaram diminuições homólogas de 15,5% e 20,3%, respetivamente, março apresentou um crescimento de 3,8%. No entanto, apesar do crescimento verificado no último mês do trimestre, o resultado acumulado manteve-se negativo.
3,9 mil edifícios concluídos no 1.º trimestre
No 1.º trimestre de 2026, o INE estima que tenham sido concluídos 3,9 mil edifícios em Portugal, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções, o que se traduziu num crescimento homólogo de 1,5%.
As construções novas continuaram a representar a maioria dos edifícios concluídos, correspondendo a 82,2% do total, dos quais 79,4% se destinaram à habitação familiar.
A nível regional, o Oeste e Vale do Tejo (+17,4%), o Alentejo (+12,5%), a Grande Lisboa (+11,7%), a Península de Setúbal (+3,5%) e a Região Autónoma da Madeira (+3,5%) registaram aumentos no número de edifícios concluídos. Nas restantes regiões verificaram-se diminuições, sendo a mais acentuada a da Região Autónoma dos Açores (-11,5%).
Construções novas concluídas crescem 1,1%
As construções novas concluídas cresceram 1,1% a nível nacional face ao 1.º trimestre de 2025.
A Região Autónoma da Madeira (+16,1%), o Oeste e Vale do Tejo (+15,1%), o Alentejo (+14,0%), a Grande Lisboa (+5,0%) e a Península de Setúbal (+4,1%) registaram variações positivas. Nas restantes regiões observaram-se variações negativas, destacando-se a Região Autónoma dos Açores (-18,3%) e o Algarve (-17,9%).
Obras de reabilitação também evidenciaram aumento
Nas obras de reabilitação verificou-se igualmente um crescimento homólogo de 3,2%.
A Grande Lisboa apresentou a variação mais elevada (+79,4%; +27 edifícios), seguida do Oeste e Vale do Tejo (+38,1%; +16 edifícios). Por outro lado, a Região Autónoma da Madeira registou a maior redução homóloga (-30,4%; -7 edifícios).
Fogos em construções novas para habitação familiar aumentaram
No 1.º trimestre de 2026, foram concluídos 6,9 mil fogos em construções novas para habitação familiar, traduzindo-se num acréscimo de 3,7% face ao período homólogo.
No entanto, apenas quatro regiões registaram aumentos: Alentejo (+20,8%), Norte (+18,2%), Algarve (+9,4%) e Oeste e Vale do Tejo (+5,2%). A Região Autónoma dos Açores (-16,8%), a Península de Setúbal (-16,2%), a Região Autónoma da Madeira (-14,2%), o Centro (-12,4%) e a Grande Lisboa (-8,1%) registaram diminuições.
Regiões Norte e Centro concentraram maior número de edifícios concluídos
No 1.º trimestre de 2026, as regiões Norte e Centro concentraram mais de metade dos edifícios concluídos (55,2%) e dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (59,4%).
O Norte manteve a liderança quanto aos edifícios concluídos, concentrando 36,6% do total nacional. Seguiu-se o Centro (18,6%) e o Oeste e Vale do Tejo (12,1%).
Norte regista maior número de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar
Quanto aos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar, o Norte voltou a ocupar a primeira posição, com 47,2% do total. Seguiram-se a Grande Lisboa (14,0%) e o Centro (12,2%).
Área total construída em Portugal aumentou 7,7%
A área total construída em Portugal aumentou 7,7% face ao trimestre homólogo de 2025. A Península de Setúbal (+21,3%), a Grande Lisboa (+17,4%), o Alentejo (+15,5%), o Oeste e Vale do Tejo (+12,6%) e o Norte (+9,8%) apresentaram aumentos. Nas restantes regiões observaram-se diminuições, sendo a mais acentuada a da Região Autónoma da Madeira (-15,4%).