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IFRRU aguarda fundos europeus para arrancar



                      IFRRU aguarda fundos europeus para arrancar
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Está pronto a arrancar o IFRRU 2030, o instrumento dedicado à construção e reabilitação urbana que dá seguimento ao IFRRU 2020. Apenas aguarda o financiamento europeu para o efeito.

É o que garante Isabel Barroso de Sousa, nova presidente do IFRRU2030. Em entrevista ao ECO dos Fundos, a responsável refere que o instrumento tem uma série de projetos em pipeline, promotores e fundos interessados, e que “já só falta o dinheiro”.

Ao invés de ser financiado pelo Portugal 2030, como o IFRRU 2020, o IFRRU 2030 será assegurado por um empréstimo do BEI e do Conselho da Europa (CEB), que rondará os 480 milhões de euros, com possibilidade de ser reforçado. Estes empréstimos vão ser alavancados em cerca de 1,8 vezes com dinheiro privado, tanto dos bancos como dos promotores.

Poderão concorrer ao IFRRU 2030 entidades públicas, privadas, com ou sem fins lucrativos, associações e fundos. 

Segundo Isabel Barroso de Sousa, o facto de o financiamento não depender do atual quadro comunitário de apoio “permitiu simplificar imenso o funcionamento do instrumento”, e acredita que poderá dar novidades ao mercado no segundo semestre deste ano.

Arrendamento é o foco

Diretamente dependente da Secretaria de Estado da Habitação, o IFRRU 2030 tem como objetivo ser mais uma ferramenta para responder aos desafios da habitação no país. A grande novidade é que, desta vez, só serão financiados projetos destinados a arrendamento a custos moderados, ou seja, até 2.300 euros, conforme definiu o Governo, ou, no caso da construção, a arrendamento acessível (conceito de “affordable housing”). Todos os bancos poderão entrar no programa, e os promotores terão a possibilidade de ceder a sua participação a um fundo de investimento que faça uma gestão profissional do arrendamento.

“Com este único foco, estamos já a fazer o nosso trabalho de casa, a trabalhar no terreno com vários municípios, para aferir quais são os imóveis e lotes de terreno que têm para construção, a parceria que querem estabelecer, quais são os centros históricos que querem reabilitar. Temos contactado e trabalhado no terreno com vários municípios das zonas mais periféricas, mas com grande densidade populacional”, refere a responsável.

Em paralelo, “estamos também a trabalhar no terreno com as várias ordens profissionais – Ordem dos engenheiros, Ordem dos Engenheiro Técnicos, Ordem dos Arquitetos –, especialistas que estão no terreno e que podem dar grandes contributos para os licenciamentos, para as celeridades processuais, para o estabelecimento de condições rigorosas para a sustentabilidade da construção, com a ADENE, designadamente a nível de energia”, garante Isabel Barroso de Sousa.

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