Com atividade dividida entre os escritórios de Esposende e do Porto, o atelier Pedro Ferreira Architecture Studio, liderado pelo arquiteto Pedro Vasco Ferreira, tem tido uma presença muito ativa no âmbito da reabilitação urbana. Em 2026, apresenta ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana três candidaturas que se estendem do norte (Porto e Espinho) aos Açores (Ponta Delgada).
Casa do Bananal | Ponta Delgada
O projeto “Casa do Bananal” incidiu sobre um conjunto edificado em avançado estado de degradação, promovendo a sua reabilitação e valorização, com salvaguarda do carácter arquitetónico original e da integração na frente urbana existente. Foi mantido o uso habitacional do edifício, tendo sido simultaneamente introduzida uma componente de utilização turística. Esta é uma promoção da Rustikdevotio e com obra da Porta R – Edificações Urbanas.

Créditos fotografias: © João Morgado
Tipografia | Espinho
O projeto “Tipografia”, da autoria de Pedro Vasco Ferreira, incide sobre o edifício da antiga Tipografia Espinhense, sede histórica do jornal “Defesa de Espinho”. Localizado no cruzamento da Rua 14 com a Rua 33, este imóvel constitui um dos exemplares mais relevantes do modernismo industrial da cidade. Da intervenção resultaram 13 apartamentos (três T2 e dez T1), distribuídos pelos três pisos do edifício.

Créditos fotografias: © João Morgado
919 Avenida da Boavista | Porto
Construído em 1901, o edifício da Avenida da Boavista número 919 é um testemunho qualificado da arquitetura civil do início do século XX na cidade do Porto. O projeto de reabilitação é da autoria do Pedro Ferreira Architecture Studio e a obra foi executada pela CARP – Construções António Rodrigues Pereira. Destaca-se o trabalho de recuperação dos tetos decorativos, desenvolvido com a colaboração especializada do Departamento de Restauro da Universidade Portucalense.

Créditos fotografias: © João Morgado
Cerimónia de entrega dos Prémios decorrerá a 18 de maio
A cerimónia de entrega do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana decorrerá no dia 18 de maio, no Museu da Vista Alegre, em Ílhavo. Uma noite de celebração em que o setor se reúne para aplaudir e reconhecer o mérito e o trabalho dos profissionais que elevam a qualidade da reabilitação urbana nacional.
A seleção das melhores obras de reabilitação urbana caberá ao júri deste prémio e que, em 2026, conta com as participações do Presidente da AICCOPN e da CPCI, Manuel Reis Campos; do arquiteto e professor jubilado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), Carlos Prata; da arquiteta e coordenadora do programa de mestrado e investigadora no departamento de arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa, Inês Lobo; do economista e professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), João Carvalho das Neves; e do professor catedrático do Instituto Superior Técnico, Manuel Duarte Pinheiro. O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana será atribuído em 10 categorias: Melhor intervenção Cidade de Lisboa; Melhor intervenção Cidade do Porto; Impacto Social; Residencial; Turismo; Comércio & Serviços; Sustentabilidade; Reabilitação Estrutural; Restauro; e Melhor intervenção com área inferior a 1.000 m².
O Júri do PNRU conta com a assessoria técnica e científica de várias entidades independentes, designadamente, do Instituto para a Construção Sustentável que apoia a seriação dos melhores candidatos na categoria "Reabilitação Estrutural". E, ainda, da ADENE – Agência para a Energia e da Savills na avaliação dos melhores projetos na categoria "Sustentabilidade".
Destacar o apoio e curadoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura que se associa ao Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na atribuição do Prémio "Mestres da Construção". Este prémio é atribuído a um profissional, com mais de 10 anos de experiência, que se distingue no âmbito da sua arte e do seu ofício. Falamos de carpinteiros, canteiros, pedreiros, estucadores, entre tantas outras categorias profissionais, que preservam uma arte ou ofício.