Comissão Europeia

Crise da habitação em Portugal é “severa” e resulta de vários fatores



                      Crise da habitação em Portugal é “severa” e resulta de vários fatores
Fotografia: Pexels

A eurodeputada Irene Tinagli definiu como “severa” a crise da habitação no país, sublinhando que o problema resulta de uma combinação de vários fatores.

De acordo com o idealista/news, a presidente da Comissão Especial sobre a Crise da Habitação na União Europeia (HOUS) destacou, em conferência de imprensa, que a escassez de habitação pública, o crescimento do turismo e o investimento especulativo estão entre as principais causas da dificuldade de acesso à casa em Portugal.

Segundo Tinagli, apesar da crise habitacional afetar toda a União Europeia, em Portugal “todos os fatores parecem desempenhar um papel importante”, o que agrava a situação. A eurodeputada salientou ainda que a habitação pública representa cerca de 2% do parque habitacional nacional, um dos valores mais baixos da UE.

A responsável europeia reconheceu ainda os desafios na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), defendendo a necessidade de manter o esforço de investimento e ajustar projetos para garantir que os objetivos não sejam comprometidos.

Uma das metas do PRR prevê a criação de 26 mil novas habitações públicas, mas até ao final do ano passado apenas cerca de 17 mil tinham sido disponibilizadas, maioritariamente através de reabilitação.

Outro tema em destaque foi a regulação do alojamento local, considerado controverso em Portugal. Tinagli admitiu que a implementação de limites aos arrendamentos turísticos de curta duração poderá demorar mais tempo no país, devido ao debate em torno das medidas.

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