opinião

O futuro das cidades também se reabilita

O futuro das cidades também se reabilita
Pedro de Goulart Mendes
Diretor de Marketing & Comunicação, SECIL

Os números ajudam a perceber a dimensão do desafio. Segundo os Censos 2021, mais de um em cada três edifícios portugueses apresentava necessidades de reparação. No Porto, esta realidade assume particular relevância: só a Área de Reabilitação Urbana do Centro Histórico abrange cerca de 1.800 edifícios em apenas 49 hectares.

Existe, por isso, uma enorme oportunidade. Reabilitar permite melhorar as condições de habitabilidade e aumentar a oferta de habitação aproveitando o que já está construído, preservando simultaneamente a identidade das cidades, prolongando a vida útil dos edifícios e reduzindo a utilização de novos recursos.

O mercado demonstra procura e potencial, mas continua condicionado na capacidade de transformar intenção em obra. A escassez de mão de obra qualificada, os custos, a complexidade técnica das intervenções e a morosidade dos processos são alguns dos principais desafios à execução.

No Porto existe ainda uma exigência adicional: reabilitar respeitando as características de um património que não pode ser tratado como construção nova.

É precisamente aqui que materiais como a Cal Hidráulica Natural (NHL) assumem especial relevância. Pela sua compatibilidade com alvenarias antigas, permeabilidade ao vapor e características mecânicas adequadas aos suportes tradicionais, é um ligante de excelência na recuperação de edifícios históricos.

Na SECIL, temos 135 anos de experiência na produção de NHL e somos o único produtor deste ligante na Península Ibérica. Disponibilizamos não só o próprio ligante, mas também argamassas à base de Cal Hidráulica Natural, através da gama SECILTEK REABILITA, ambos desenvolvidos especificamente para este tipo de intervenção e permitindo recuperar sem descaracterizar.

Mas reabilitar implica também melhorar a eficiência térmica, reforçar estruturas, aumentar o conforto e incorporar soluções com menor impacto ambiental. Trata-se, sobretudo, de encontrar o equilíbrio entre aquilo que devemos preservar e aquilo que precisamos de transformar.

É também por isso que a SECIL mantém uma participação ativa nos principais fóruns do setor. Apoiar novamente a SRU Porto, promovida pela Vida Imobiliária, é contribuir para aproximar investidores, projetistas, construtores, entidades públicas e indústria, porque nenhum destes desafios se resolve isoladamente.

A cidade do futuro não será feita apenas de edifícios novos. Será também construída dando uma nova vida aos que já existem. E poucas cidades demonstram isso tão bem como o Porto.

Na SECIL, queremos continuar a fazer parte desta transformação, com conhecimento técnico, inovação e soluções adequadas às exigências da reabilitação. Porque reabilitar melhor, preservando a identidade dos edifícios e tornando-os mais eficientes, confortáveis e duradouros, é também construir um futuro mais sustentável.

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