Vila Nova de Gaia

Gaia terá uma "nova cidade" com investimento saudita



                      Gaia terá uma "nova cidade" com investimento saudita
Fotografia: Pexels

Foi assinado um memorando pelo presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, e pelo representante da Câmara da Província Oriental da Arábia Saudita, Fahad Alabdulsalam, que estabelece uma parceria estratégica de três anos centrada no planeamento urbanomobilidade, transformação digital, segurança municipal e gestão de crises, entre outros, de acordo com o Idealista News.

Em declarações à Lusa, Luís Filipe Menezes explicou que o projeto mais ambicioso passa pela criação de uma ‘centralidade’ no interior do concelho: “queremos ter uma grande mancha urbana com três vertentes: habitação, serviços - onde aspiramos a ter um 'technopark' [parque tecnológico] - e construção. Será a grande solução para levar as pessoas a viver no interior e aí o investimento estrangeiro será essencial", afirmou. Menezes destacou ainda o "surpreendente interesse" manifestado por investidores sauditas no setor da habitação.

Para viabilizar este objetivo e aumentar o interesse dos investidores da Arábia Saudita, o município está disponível para ceder terrenos públicos, num modelo de Parceria Público-Privada (PPP), que visa uma maior rapidez na concretização do projeto face aos prazos de financiamento estritamente públicos.

A parceria contempla ainda a criação de um parque de entretenimento urbano com oito hectares, inspirado nos Jardins Tivoli, em Copenhaga. Segundo Menezes, o projeto prevê um espaço dedicado à cultura ao ar livre, restauração e lazer associado a novas tecnologias e inteligência artificial. 

“Temos terreno bem localizado, aliás temos duas hipóteses. A nossa preferência é que seja um espaço muito urbano, acessível a pé ou por metro”, adiantou o autarca.

De acordo com o memorando assinado, a cooperação entre Gaia e a Província Oriental da Arábia Saudita inclui ainda a troca de boas práticas nas áreas da transformação digital, gestão de resíduos e preservação do património. O documento não prevê obrigações financeiras imediatas, funcionando como um quadro de cooperação de boa-fé destinado a facilitar o licenciamento e a concretização de investimentos considerados estratégicos para o concelho.

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