Neste contexto, os indicadores do setor da construção evidenciam um contributo relevante para a dinâmica económica. O valor bruto da construção terá aumentado 4,1%, refletindo, em particular, o impacto dos investimentos financiados por fundos europeus, com destaque para os projetos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Em paralelo, o consumo total de cimento no território nacional registou um crescimento homólogo de 0,7%, atingindo cerca de 4.103,6 milhares de toneladas.
A evolução positiva da atividade teve reflexos no mercado de trabalho do setor. Em novembro de 2025, o índice de emprego registou um acréscimo de 0,3 pontos percentuais, fixando-se numa variação homóloga de 2,7%. Já o índice de remunerações acelerou 0,7 pontos percentuais, alcançando um crescimento homólogo de 8,2%.
Os indicadores financeiros confirmam igualmente o reforço da atividade. O stock de crédito concedido às empresas do setor aumentou 8,6% face a dezembro de 2024, totalizando 6.854 milhões de euros, o que traduz uma maior procura de financiamento e um nível de confiança reforçado por parte do sistema financeiro, refletindo a expansão da atividade e a confiança do sistema financeiro no setor.
Ao nível do licenciamento, a evolução foi diferenciada entre segmentos. Até novembro de 2025, a área licenciada para construção de habitação cresceu 16,1% em termos homólogos, para cerca de 7.641 mil metros quadrados, enquanto a construção não residencial registou uma quebra de 26,6%, fixando-se em aproximadamente 2.970 mil metros quadrados. O número de fogos licenciados em construções novas aumentou 21,9% em termos acumulados.
No segmento das obras públicas, 2025 ficou marcado por um reforço significativo da atividade. O volume de concursos de empreitadas promovidos aumentou 21%, atingindo 10.041 milhões de euros. Já os contratos celebrados e reportados no Portal Base ascenderam a 7.568 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo expressivo de 48%.