Investimento

Barreiro quer construir casas acessíveis com capital privado



                      Barreiro quer construir casas acessíveis com capital privado

A Câmara do Barreiro quer criar 202 casas de renda acessível, sem recorrer a empréstimos municipais.

O plano passa por ceder terrenos públicos a investidores privados, que ficarão responsáveis por financiar, construir e conservar o empreendimento, enquanto a autarquia arrendará os fogos para depois os subarrendar às famílias com rendas controladas.

O projeto será desenvolvido na Quinta das Canas, na União das Freguesias de Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, e o concurso público internacional deverá ser lançado até ao fim do ano. O investimento será de 30 milhões de euros e será suportado integralmente pelo parceiro privado selecionado.

Segundo o idealista/news, está prevista  a construção de 64 apartamentos T1, 96 T2 e 42 T3, num total de mais de 20 mil metros quadrados (m2) de área de construção. Foram, no entanto, fixados limites pela Câmara para as rendas que pagará ao investidor e que depois cobrará aos futuros inquilinos: serão aceites até 600 euros por um T1; 775 euros por um T2 e 925 euros por um T3. 

O acesso será feito através dos critérios habituais de renda acessível com a renda a não poder ultrapassar 35% do rendimento do agregado familiar. O investidor receberá o direito de superfície sobre o terreno, que continuará a pertencer ao Barreiro, e uma renda mensal paga pela autarquia, estimada entre 139.637 e 151.650 euros.

O contrato terá uma duração entre 50 e 60 anos, após os quais os edifícios revertem para a posse municipal sem encargos.

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