De acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado pelo INE no ano passado, mais de metade dos agregados familiares residentes em casas construídas antes de 1960 (54,7%) informou não ter havido qualquer renovação visando mais eficiência energética apesar de reconhecerem a sua necessidade.
Em contrapartida, mais de um quinto das famílias residentes em alojamentos construídos após 2015 (21,6%) beneficiaram de pelo menos dois tipos de medidas de renovação (isolamento térmico, sistema elétrico, equipamento de aquecimento, equipamento de arrefecimento ou outra).
Ser dispendioso constitui o principal motivo apontado pelas famílias para a não realização das renovações necessárias à melhoria da eficiência energética nos alojamentos, em particular para as que vivem em risco de pobreza: 90,1%, o que compara com 77,9% para a população que vive acima do limiar de pobreza
O estudo revela ainda que em 2025 as famílias em risco de pobreza ocupavam 30,1% das habitações construídas antes de 1945 e apenas 11,4% das casas construídas após 2015. A condição de pobreza também está correlacionada com a taxa de sobrecarga das despesas em habitação, que para a população em risco de pobreza era oito vezes superior (24,4%) à taxa observada na restante população (2,9%). Ainda assim, 90,1% dos agregados familiares em risco de pobreza revelavam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o alojamento.
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